segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

QUE O FUTURO ME SURPREENDA!

Eu me lembro bem daquele momento, eu devia ter 14 anos por ai, estava passeando com um amigo quando paramos em uma loja de eletrônicos, que entre tantas ofertas destacava a TV via satélite.
O advento, segundo eles, oferecia imagem de cinema e som de CD – faz tempo que não usava esta palavra.
Lembro que me chamou atenção o fato de a qualidade de imagem realmente ser “diferente” da que estava acostumado, normalmente com chuviscos e coisas do tipo. Fui para casa com aquilo na cabeça: um dia quero ter TV por assinatura!
Anos depois o esforço e persistência foram finalmente recompensados. Eu agora era assinante de TV, apto a desfrutar de toda a famigerada imagem de cinema e som de CD.
Mas como a vida é uma caixinha de surpresas, eu agora me via com problemas diferentes. Como um bom brasileiro cor-de-chocolate, eu trabalhava pra caramba, o que restringia meu tempo de alegria na frente de minha TV, agora paga.
Não me parecia nada agradável pagar por algo que eu mal usava. Eis que surgiu a solução:
A minha operadora oferecia o mais novo “baduleco” tecnológico: o HDTV!
Um aparelho capaz de gravar e armazenar tudo o que o assinante desejasse, com um adendo:
Imagem em alta definição!
Mas será que era tudo isso mesmo? Resolvi experimentar.
No dia da instalação convidei meu amigo e vizinho pra avaliar a “parada” comigo.
Ficamos chocados! A qualidade da imagem é totalmente outro nível, nunca esquecerei o comentário tecido por meu amigo: “bicho... ser pobre é triste... a gente não sabe o que é bom”
A diferença abissal entre a tecnologia HD, e a que eu usava anteriormente me deixou pensativo: como as coisas evoluem! Como conceitos são quebrados diante do conhecimento!
Como o futuro pode ser surpreendente àqueles que o permite entrar!
O primeiro mp3 player que comprei tinha incríveis 128 megabytes, que por sinal me custou os olhos da cara. Hoje essa capacidade perde pra qualquer pen drive vendido na birosca da esquina. Lembro da minha antiga casa, da antiga escola, da antiga namorada. Achava que jamais viveria algo melhor, mas graças ao bom Deus fui sendo surpreendido ao longo dos anos, por dias melhores. A primeira escola foi nada, se comparada a ultima; a primeira namorada seguramente não me apaixonou como a ultima. Talvez isso seja uma lição do futuro, que grita do distante e próximo amanhã: acredite em mim! Tenha expectativas a meu respeito, tome decisões pensado em mim, porque certamente chegarei trazendo comigo uma enorme bagagem; a soma de todos segundos do seu presente acrescidos de suas aspirações futuras, que quando eu chegar, serão seu presente... De presente.
Hoje acordei com uma enorme espinha no rosto. Será a puberdade? Ou talvez um recado de longe que diz: ainda há tempo, você esta só começando a mudança.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

GRANDES AMIGOS.

Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração...

Eu devia ter uns dez anos de idade quando ouvi esses versos pela primeira vez.
Confesso que achei muito chato, até porque as circunstancias foram desfavoráveis.
Tinha sido obrigado por minha mãe a freqüentar a escola de música da Casa de Cultura da cidade. Significava que daquele momento em diante, minhas antes, tranqüilas manhãs na frente da TV tinham chegado ao fim.
Lá na Casa de Cultura eu tinha aulas de canto em coral e flauta doce. E não é que depois de algumas semanas eu já estava gostando do lance!
Em umas dessas aulas de canto, nossa tarefa do dia seria cantar esta música.
Hoje admito que a música realmente tem uma letra muito bonita, me faz lembrar dos grandes amigos que tive durante minha nada mole vida.
O primeiro de que me lembro devia se chamar Marcone – se bem me lembro.
Estávamos na quarta séria, e no fim do primeiro dia de aula ele me convidou pra ir até sua casa assistir desenho animado. Ganhou meu coração!
Na quinta série foi o Éder, e esse era dos bons. Fazíamos ótimos programas juntos.
Com ele aprendi a freqüentar fliperamas – a gente chamava pelo diminutivo: Flip.
E a mãe dele era demais, comíamos manga com sal junto com ela.
Na oitava série tinha o Alex, Alexksey, e Thaylor. Essa foi a pior fase, éramos adolescentes, portanto, causadores de problemas. Eu mesmo já fui parar na secretaria da escola por ter posto chiclete na cadeira de outro aluno – eu era mau?
No ensino médio as coisas melhoraram, comecei a fazer amizades que já se importavam um pouco mais com o futuro. Nessa época arranjei dois grandes amigos: Evandro e Mahatma – nome legal né?
O Evandro era aparentemente um nerd, já que usava óculos e era bem magrinho. Por outro lado, era muito bacana. Com ele aprendi física, química, a fórmula de acentuação gráfica e pilotar moto.
Sem contar que vivi aventuras inimagináveis também. A melhor de todas foi um show do Amado Batista.- ele era muito fã, não me pergunte por quê.
Lembro das “Tias” pirando ao som do cantor, tentando subir no palco, sem contar que eu não conseguia dar cinco passos sem que alguma “tia” mais animada me arrebatasse para dançar, foi hilário.
Já Mahatma era o amigo bonitão. Tinha a maior boa pinta e sabia disso, todas as meninas da escola lhe davam bola, e ele tirava muito bom proveito disso – mas só tínhamos dezesseis anos, éramos imaturos mesmo.
Depois vieram o Hudson, Felipe e Tony. Com esses, eu virava a madrugada tocando rock na banda que tinham montado- iuuhhuuuuu lol.
Olho pra trás e vejo o quanto essas pessoas me fizeram crescer.
O quanto sou um homem melhor por ter conhecido cada um deles.
Eles abriram suas casas e corações pra mim, me contaram coisas íntimas e vice-versa.
Com eles chorei, sorri, cantei, tomei chuva, tomei café, tomei coca cola.
Aprendi a curar ressacas de amor com piadas sobre os vários tipos de trouxas existentes.
Aprendi a ser firme em minhas decisões (Gabriel), a perdoar (Hudson), a considerar outros pontos de vista (Larissa), a ser malandro (Tafarel), a ser assertivo (Aline).
Se um grande homem é soma daqueles que o cercam, eu sou abençoado. Porque reconheço que estou cercado dos melhores amigos do mundo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A MULHER PERFEITA É...

Provavelmente você deve ter sentido isso em algum momento da vida 
Você conhece alguém, percebe o quanto aquela pessoa é especial, e resolve deixar acontecer.
E à medida que o tempo vai passando, começa a atentar para detalhes até então ignorados ou suprimidos pelo “calor” inicial de todo relacionamento.
Percebe que repentinamente, ama aquela risada – às vezes bem estranha.
Que adora as curvas incertas do corpo dela, e sente-se em paz debaixo dos caracóis de seus cabelos! - estou sendo tendencioso ?
Nesse momento você sente que sua busca acabou, e que os terríveis dias de solidão findaram. É mais ou menos nessa hora que boa parte de nós homens chegamos à conclusão da famigerada equação: felicidade x amor x iuuhuuu. Porque afinal de contas, ela é perfeita.
Eu senti isso aos 16 anos de idade. Ela tinha aquelas qualidades listadas em revistas masculinas:
Era afetuosa como poucas conseguem ser, e sem torna-se chata.
Elegante como uma Lady, e isso fazia de mim um cavalheiro.
Tinha uma pequena dose de rebeldia, o que convenhamos, merece uns 100 pontos.
Tinha originalidade! Acho que nem preciso explicar.
E tinha leveza, sabe uma mulher curiosa, interessada? Pois é.
Sei que com de 16 anos ainda não sabia nada da vida, mas o que há pra saber em relação a isso? Meus gostos em relação às mulheres ainda são os mesmos.
Acredito que mulher perfeita tem que nos fazer sentirmo-nos com 16 anos, porque até mesmo os espertos homens da geração “y” querem tal qual a musica do Leoni, perto da “mulher perfeita” sentirem-se só garotos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O QUE VOCÊ SABE SOBRE VOCÊ?

Era uma vez uma minhoca tímida que vivia sua vida lamentando-se por ser quem era.
- Ó vida amargurada e triste, essa que o destino ou sei lá quem me reservou!
Olha a beleza da Dona joaninha... Quem me dera ser como ela.
Olha a Dona formiga! Que bicho resoluto, vai ver por isso tem muitos amigos. Quanto a mim? Só sirvo de isca pra pescar.
E assim eram os dias de Pablo - a Minhoca. Sempre reclamando de sua sorte. Sua única certeza era a de que, cedo ou tarde, serviria de isca pra pesca.
Até que um dia uma nova vizinha chegou ao bairro. Seu nome era Larissa – a Barata.
Larissa, ao contrario de Pablo, tinha uma louvável autoconfiança. Estava sempre a sorrir e contava para todos, o seu plano de torna-se médica.
-Você quer ser médica? – perguntou Pablo com ar de deboche.
-Sim! – respondeu Larissa com um sorrisão descarado.
-Mas você sabe que será meio difícil né?- comentou Pablo, e com cinismo.
-Eu sei, ouvi dizer que o curso é muito concorrido – respondeu Larissa com desdém. Não era a primeira vez que era alvo de despeito em relação a sua forma de encarar o mundo.
- Vai ser difícil porque quem vai querer ser atendido por uma barata? Baratas não curam doenças, elas provocam! – Pablo disse em tom de aspereza, como se a ousadia de Larissa o agredisse.
-Pois eu então eu serei a primeira! – respondeu Larissa com seu descaramento de costume.
-Muito engraçadinha você! – disse Pablo, já meio nervoso.
-Engraçadinha não, consciente de mim mesma! – retrucou Larissa.
-Você, minhoca esmilinguida, olha pra mim e só vê razões para nojo. Mas deixe-me lhe dizer do que minha espécie é capaz:
Somos muito rápidas, conseguimos correr um metro por segundo - se fossemos humanos correríamos 50 km por hora!
Algumas de nós conseguem ficar até quarenta minutos em baixo d’água, e dependendo do nosso humor, voamos por ai.
E mesmo se arrancarem nossa cabeça, nós sobrevivemos!
-Vocês não morrem? – perguntou Pablo assustado com as declarações de Larissa.
-De fome!- respondeu Larissa, causando arrepios em Pablo.
E aproximando-se de Pablo, sussurrou: por saber tanto a meu respeito, não posso deixar que ignorantes às minhas habilidades me digam o que posso ou não fazer.
-Me perdoe Larissa, eu a julguei mal.
 Você provou ser mais do posso ver e ser, Quero ser como você!
-Médico também?
O descaramento era a marca da Baratinha. lol

Graças a expertise de  uma leitora, a história de Larissa e Pablo teve um divertidíssimo adendo.
meus agradecimentos a estudante de agronomia, Aline Morgana.
Vou continuar a historia: Pablo ficou encabulado com tudo que Larissa disse e pensou:
‎-Se ela que é uma barata pode ser médica,eu devo servir pra alguma coisa também!Não possivel que eu só sirvo de isca de peixe!
Então ele foi visitar um amigo muito sábio, o Sr.Google,a coruja.
Entao perguntou:
‎-Sr.Google,pra que servem as minhocas,além de ser isca de peixe?
Sr.Google,da sua nobre morada no alto da árvore,olhou para o chão,e para as ásvores ao seu redor.
‎-Pablo,meu filho,olhe bem ao seu redor,as grandes árvores que nos dão sombra e alimento,as flores que embelezam e perfumam os jardins,as plantações...
Pablo,ainda confuso,perguntou:
-To vendo tio,quer dizer...Sr.Google!!Mas o que as minhocas tem haver com isso?
Sr.Google,embuído da sua milenar sabedoria,respondeu:
-Quando voce passeia por debaixo da terra se formam pequenos tuneis por onde ar entra e oxigena o solo,alem disso,a água penetra por eles levando consigo os nutrientes até a raiz das plantas e fazendo elas cresceerem...
E continuou:
-Ah,e sabe aquele cocozinho que voce deixa por onde passa??
Nessa hora Pablo ficou veermelho de vergonha,e falou:
-Hehe,foi maal!! :p
A Coruja sorriu e disse:
-Calma meu filho,esse 'cocozinho' que voce deixa por onde passa serve de adubo para o solo,fertiliza ele e serve de alimento para as plantas!!
-Ufa!!!-respirou Pablo aliviado.
Pablo,a minhoca agradeceu ao Sr.Google,a Coruja,por todos os seu sabios ensinamentos e saiu dalí feliz por saber que a sua existencia tinha um maravilhoso propósito,já nao andava mas triiste e reclamando pelos cantos,afinal quem diria que um simples 'cocozinho de minhoca' teria tao grande importancia! :D

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O LADO NEGRO DA FORÇA! VOCE JÁ CEDEU À ELE?

Se voce ja viu Star Wars, provavelmemte já ouviu falar no lado negro da força.
Essa condição eternizada no cinema por Darth Vader, transforma seus "usuários" em seres no mínimo, egoístas.
O lado negro da força causa uma mudança radical de atitude e comportamento. O sujeito, antes defensor da moral e bons costumes, torna-se um cafajeste, um verdadeiro "muleque piranha", e sai por ai causando.
Eis um exemplo de como essa metamorfose se dá:
Eu sempre pensei que me tornaria um homem diferente dos meus contemporâneos. Achava que a “cachorrada” e promiscuidade nativa dos homens não me pegariam, afinal eu era de “outro tipo”.
O tipo, no qual achava que me enquadrava, era aquele sujeito boa praça, que respeita as mulheres e as considera de igual pra igual.

Mas percebi que isso era pura burrice. Desde então venho me transformando no tipo de cara que decidiu não mais ser humilhado por ceder às astúcias femininas. Da próxima vez não serei bobo, muito pelo contrario, serei o Lobo!
Quantas vezes você já viu essa história acontecer? Eu já vi algumas vezes.
Nós homens somos bichos muito engraçados. Diante de um trauma emocional - tipo um toco, fora, fim de namoro, pela namorada - nós não choramos porque afinal, homem não chora!
Ao invés de disso nós nos fechamos, endurecemos a casca, não da pele, mas do coração. Nos tornamos frios e calculistas em tudo, inclusive onde deveríamos ser só firmes.
Quem cede ao lado negro da força parece ter a arrogância de quem descobriu como o mundo funciona.
A prepotência de quem descobriu as portas da felicidade, e está disposto a arrombá-las.
O problema parece ser de visão turva ou algo do tipo, pois  já se sabe que a felicidade não é uma dama que cede a galanteios baratos ou a pressão de uma faca no pescoço. Ela exige ser conquistada por um nobre cavalheiro, um "jedi" dos tempos mordenos, um guerreiro da luz!
E eles estão por ai, sendo treinados por velhos romances como Romeu e Julieta, e excitados por mordeninhos como Crepúsculo.
Lendo a poesia atemporal de Fernado Pessoa ou compartilhando nas redes socias os novos poetas como Caio Fernado ou  Lendro Silva, que é dos nossos. http://www.sociologopoeta.blogspot.com/
Quem opta pelo lado negro da força, abre mão de uma das ferramentas mais desejadas do mundo corporativo: a assertividade!
Uma pessoa assertiva vence pela influência, atenção e negociação, oferecendo ao outro a opção pela cooperação. Não dá pressão para que tudo seja do seu jeito!
Deixaremos que tropeços sentimentais nos tornem cavaleiros obscuros?
Permitiremos que nossa coragem converta-se à covardia do "curtir" ao invés do "amar"?
Não sejamos Manés!
Sejamos Príncipes! porque mesmo que demore, mesmo que nossos cabelos fiquem brancos como a neve - e há quem diga que isso nos deixa mais charmosos - há de surgir uma princesa que nos fará dar adeus a essa vida iguais ao rei Davi: bem aquecidos!
Tenhamos esperança! Não ficaremos solitários como chinelo de saci.
O mundo é cruel? não tenha dúvidas disso, mas cabe à nós, homens de todas as gerações, mudarmos isso!
Porque o mundo é a nossa vida enquanto vivos. E no que depender mim, o mundo será um lugar melhor.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MINHA PEQUENA EVA!

Redenção!
Nestes últimos dias venho me lembrando constantemente dessa palavra.
Ela tem todo um significado mágico - se é que vocês me entendem.
Me faz pensar em alguém que estava perdido e foi salvo por uma força arrebatadora. Alguém que encontrou uma luz no fim do túnel, Redenção!
E nós homens, temos uma tendência inexplicável em buscar essa nobre posição: “Os Redimidos”.


Por mais que tentasse, não conseguiria enumerar quantos sujeitos cafajestes foram transformados da água para o vinho depois de encontrar uma mulher especial casar e ter filhos.
Mas o que acontece no interior dessas vidas, antes tão boêmias, que as fazem mudarem de rumo?
Tenho um grande amigo que sempre me dava um conselho: “haja o que houver, mantenha a dignidade”. Penso que em parte seja isso!
Desde a mais tenra idade, somos bombardeados por modelos heróicos - e isso é bom.
Cavaleiros, Vingadores, Cowboys, Paladinos mascarados, homens que são capazes de salvar meio mundo só por causa da honra, que supostamente é irrevogável.