segunda-feira, 18 de junho de 2012

FIM DE NAMORO.

O que você já fez depois do fim de um namoro quando não foi você quem terminou?
Já pôs o nome na boca do sapo? saiu falando mau? não quis mais ouvir falar o nome da ou do ex?

Ou você é do tipo civilizado que aceita o fim numa boa e ainda mantem a amizade? - na medida do possível.
Já vi mulher jogar as roupas do namorado pela janela, homens fazerem papelão na porta do trabalho da ex, enfim... Parece que de alguma forma todos nós procuramos meios de contornar a terrível situação. Seja através da negociação para uma segunda chance ou uma ameaça psicológica de que quem abandonou, jamais será feliz com outro alguém como supostamente seria se ficasse com você.

Eu nunca fui tão dramático - pelo menos não admito - depois de um "game over".
Não faço bruxaria contra, apesar de ainda me achar o ultimo biscoito do pacote. Sou daqueles que acredita que todas as nossas ações são como sementes, e no tempo certo vão dar os frutos tão esperados.
Claro que, mentalmente, chamo de otária, dou beliscão, mas não passa disso.
Em última estância, como artista que sou , faço uma musica. Uma trilha sonora para passar o tempo:

Dor de Cotovelo  - Ouça aqui

Correm boatos que voce se transformou
Solto no mundo, cachorro louco incorporou
Só quer saber de farra, balada, beber, pegar e não se apegar   
Mais o que aconteceu com aquele bom rapaz?
A noite chega e logo se arruma e sai
Em busca de veneno pro seu coração

Procura de mesa em mesa, bar em bar
Em um corpo estranho encontrar 
Sua cinderela mais que bela, outra princesa
Que faça mais do que a primeira fez
Que escolha ele pra ser seu rei
Que queira ser a dona do seu coração

Se ele conseguirá, só o tempo dirá
Então vou esperar pra ver.

Composição de Hudson Fabio Muniz Alves

domingo, 17 de junho de 2012

UMA NOITE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Em 1951 os estúdios de Wall Disney trouxeram ao mundo um de seus maiores clássicos.
Não sei se foi só a qualidade técnica da animação, o que era um avanço para época, ou se foi o roteiro extremamente maluco.
Se você já teve a chance de ver a ultima versão em que Johnny Depp atuou como o chapeleiro – ele só faz papel de maluco? – nem viu nem de longe o nível de esquisitice do desenho da década de 50.
Esse desenho era “Alice no país das maravilhas”, que contava a historia de Alice, uma menina que encontra um coelho de chapéu e com muita pressa correndo pelo jardim, gritando que estava atrasado. Como qualquer pessoa decente, Alice segue o coelho até um buraco de arvore, onde ao entrar, cai em um “mundo muito louco”.

E por falar em loucura, eu estava dando uma volta pela cidade, ali pela orla, quando vi uma parada com um brilho muito forte.
Morar em uma cidade à beira do rio tem suas particularidades:
Em vez de shopping centers, nos fim de semana vamos todos para a orla da cidade, curtir musica de barzinho, comer em algum bangalô ou só ficar de boréstia com a namorada, esposa, amigos, família ou cachorro – tem gente que faz isso. #poser*
Estava eu, dando uma volta na orla em um fim de tarde, quando vi algo diferente no farol municipal - Como temos uma forte movimentação de embarcações, mesmo durante a noite, fio construído um farol para auxiliar na navegação noturna.

Uma luz colorida, bem diferente da amarelada de sempre, me seduziu a aproximar-me. Quando cheguei à porta do farol fui sugado pela força sobrenatural da curiosidade, cai no buraco negro.
Depois de atravessar uma porta larga e bonita me deparei com seres totalmente diferentes do que costumo conviver na minha nada mole vida.
Eram um bichos de cor clara e todos muito cheirosos e cheios de pose. Fumavam cigarros de grife, que deve ser tipo comprar caixão caro: baboseira.
Eles nem me deram atenção, o que foi o suficiente para que cruzasse o salão principal rumo à outra porta, que assim como o farol, brilhava luzes coloridas em tons de vermelho – cabaret?*

Chegando na porta, o segurança me disse que ali era um atalho para a terceira porta e que dali em diante, só com autorização especial da dona do farol. Ele pediu que eu esperasse alguns minutos. Foram cinco minutos ate que o segurança voltou e liberou minha entrada rumo à uma longa escadaria que levava ao ponto mais alto do farol, onde a luz colorida brilhava com a intensidade de uma boate gay – sem ofensa.
A tal dona do farol, que me deixou entrar, estava no fundo de um longo salão, observando a distancia, o comportamento de todos os presentes.
Os bichos desse lugar eram hilários! Andavam de um lado por outro com baldes nas mãos, carregando gelo para amenizar a temperatura do lugar - #inferninho.
Eles tinha uma maquina que tocava musica, sempre o mesmo ritmo, só mudavam a letra.

E por falar em letra, quando a maquina começou a tocar, de novo, o mesmo ritmo. Um sujeito subiu e uma das mesas e começou a contar e cantar sobre sua aventura em uma “Fiorino”* que tinha de tudo no bagageiro... A galera pirou na historia!
Depois rolou uma vibe* “enfica”*  onde enfim...
Fiquei tão chocado com o que via que tirei meu celular do bolso e tentei encontrar minha localização no GPS. Bolo doido era o que o GPS dizia – agora fazia sentido o tiozinho tirando a camisa do meu lado.
De repente a dona do farol deu um comando à todos:
- Mãos pra cima... Cintura solta... Dá meia volta... Dança “kuduro” *.
Todos obedeceram com uma aparente alegria e descaramento como poucas vezes eu ví.

Nas duas horas seguintes fui encoxado*, apertado, arranhado, mordido e seduzido. Não que tenha me sentido completamente forçado a ceder a esses assédios, não foi isso. Eu achei foi graça. Foi como ver índios pela primeira vez, é chocante ver gente que vive nua o tempo todo, balançado as paradas – no caso dos homens.
Depois a gente entende que esse, de repente é o jeito deles de viver, mas eu prefiro ficar vestido, com minhas “coisas” seguras.
Acordei na minha cama, em um domingo de manhã sem saber como havia saído daquele lugar surreal. Mas honestamente, nunca mais dou moral pra luzes que brilham na orla desta cidade.
#traumamodeon.*


# - símbolo muito usado no twitter para avisar do que se trata o assunto em questão.
Exemplo: Beijo do gordo #josoares (estamos falando do Jô Soares)

*Poser - é um termo pejorativo, usado frequentemente nas subculturas punk, metal, gótico, entre outros, para descrever "uma pessoa que finge ser algo que ela não é".

*Cabaret - casa de diversões onde se bebe e dança e em geral se assiste espetáculos de variedades. (putaria)

*Fiorino – Um modelo de carro da Fiat, era a cara do velho Uno Mille.

*Vibe – Momento específico, sensação, impressão psicológica sobre algo ou alguma coisa.
Exemplo: Tô com uma vibe estranha na barriga (dor de barriga).

*Enfica – Musica de conteúdo sem vergonha, e que me recuso a explicar.

*Kuduro – Musica de abertura da novela das oito, que começa às nove...#poser

*Encoxado – situação em que alguem se aproveita de sua nobreza e lhe passa a mão descaradamente.

*Traumamodeon – quando usamos hashtag (pronuncia-se: reshhhtegiiiii) a frase que a acompanha deve vir sem espaços.
Exemplo: Traumamodeon ( quer dizer que o Trauma está ligado, como se tivesse botão de liga – on -  e desliga – off)


ATENÇÃO: PARTE DO TEXTO É FICÇÃO, ENTÃO NÃO VIAJA!













terça-feira, 12 de junho de 2012

ESSE TAL DIA 12

Hoje é feriado? Porque tenho a impressão de que o clima está diferente.
Quando entrei nas redes sociais hoje, vi um negócio que não se vê frequentemente:
Uma quantidade absurda de gente on line!
Juro pra voces que há muito tempo não via isso. È como se todos estivessem lá esperando alguma coisa acontecer. Mas o que seria?
Declarações de amor? alguem que apareça repentinamente na sua "timeline" e descaradamente diga o quanto você é especial neste simbólico dia? "cutucadas" com intenções secundárias?

O que tenho sentido ao ver todos estes sinais - gente on line em horários que não são de costume, espalhando "memes" pseudo-românticos - é que as pessoas ficam passivas ao amor neste tal dia 12.
Todos estão lá esperando a manifestação de um milagre, de um evento cataclísmico, de um turbilhão de serotonina, de qualquer coisa que os faça sentirem-se amados e desejados especialmente neste tal dia 12.

Honestamente acho que amar alguem no tal dia 12 é muito fácil. Quero ver amar no dia 25 - quando o salário já foi e outro não chegou.
Ser romântico no tal dia 12 é moleza, quero vê o Don Juan no dia mau - aquele da TPM.
Fazer a gata lembrar-se do dia dos namorados é relax. Quero vê ela nunca esquecer do 15 de janeiro, 25 de fevereiro, 18 de maio ou 11 de setembro...:p

Meu recado pra esse tal dia 12 é: passe de uma vez! porque planejo dias muito mais memoráveis, onde você será só mais uma data para se ver reportagens especiais na TV e vender flores.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CURTINDO A VIDA!

Fime: Curtindo a Vida Adoidado - 1986
Você já assistiu ao famoso filme de Matthew Broderick Curtindo a vida adoidado ?
Um filme muito legal por sinal que conta a empreitada de um jovem sujeito que resolveu, na companhia de um amigo e da namorada, matar aula.
Mas o que fazer em um dia inteiro - nos Estates as aulas são em tempo integral - de folga?
Nossos amigos curtem as mais loucas aventuras, simplesmente pelo prazer de curtir.
Boa parte do perfis nas redes sociais exibem seus usuários em momentos de lazer e alegria em que simplesmente curtiam o momento.
Há quem prefira uma noitada regada à muita bebida e musica alta.
Outros preferem pescar na companhia de amigos ou ficar na fazenda, na roça ou no meio do mato acampando, só pelo prazer de ouvir o som dos grilos no fim de tarde.
Quando estamos curtindo momentos assim achamos que a vida é muito boa e que tudo de ruim que nos acontece de segunda à sexta será superado.
Quando curtimos momentos assim, sem a pressão do "o que farei amanhã?", nos tornamos celestiais.
Somos corajosos, ousados, envolventes e empolgantes.
Capazes de tirar o folêgo de alguem com um beijo, de liderar uma multidão com a idéia mais infantil. Porque todos, sem excessão, querem ser arrebatados por alguem que lhes convença que, contra toda a razão e ordem natural das coisas, curtir vale pena.
As fotos dos perfis socias dão um recado: é melhor você curtir a sua vida, pois ninguém lembra de quem foi trabalhar na quarta feira...Por outro lado, já namorei numa quarta como se não fosse haver quinta - disso eu me lembro bem.
Filme: Curtindo a Vida Adoidado - 1986