De que é feito um grande amor? Quais os ingredientes
deste sentimento poderoso, capaz de nos fazer arriscar tudo o que somos? – ou pelo
menos achamos que somos.
Seriam talvez, doses de algum produto miraculoso ou
flechas em forma de coração, disparadas por um anjo do amor, alheio aos nossos desejos?
Talvez a resposta seja um misto disso. Deixe me explicar:
Talvez você lembre de um desenho animado chamado: as
meninas super poderosas.
O desenho contava a historia de uma cidade chamada Townsville,
que era constantemente atacada por monstros terríveis – dragões, bestas
gigantes e tal.
No intuito de proteger a cidade e talvez – eu não lembro
bem – constituir família, o professor Utonio, famoso cientista da cidade,
resolveu criar filhas para si.
Durante sua experiência o professor usou ingredientes não
muito usuais para constituir suas “filhas”.
Açúcar, tempero, e
tudo o que há de bom – que inclui todo tipo de guloseima- formavam o escopo desta
descolada experiência. Mas um terrível acidente ocorreu, e acidentalmente foi
acrescentado a experiência o “elemento X” com seus terríveis efeitos.
Todo esse imbróglio tornou as meninas criadas pelo
professor Utonio, em super poderosas, podendo agora voar pelos céus, ter visão
de raios-X, e tudo aquilo que o superman pode fazer.
Na minha curta jornada de vida, percebo que o amor, tão
aspirado por nós, é feito de um misto de ingredientes, que vez por outra são ignorados. É feito de bobagens, que são suficientemente
capazes de definir nosso sucesso nessa empreitada da vida, que é viver um
grande amor.
Um dia desses um menino de onze anos enviou uma carta de
amor para sua namora de dez, que estava doente em hospital.
Na carta ele dizia que estava triste por não poder estar
com ela, já que era semana de provas na escola; e que em relação aos boatos de
que ela lhe havia passado piolhos, ele não se importava porque o importante
para ele é que haviam pegado piolhos juntos. – se ligou no detalhe?
Existem casos não tão românticos, como o de uma moça que
disse nunca haver recebido flores de homem algum, até que o pai de uma amiga,
compadecido com o histórico “forever alone” da moça, resolveu lhe enviar um
belo ramalhete. – devem ter uns quinze anos que não ouço essa palavra.
Diante da gentileza realizada pelo pai de sua amiga, a
moça divagou por alguns segundos e disse:
- Agora eu entendo aquilo que minhas amigas diziam... Seria
anormal eu querer transar com seu pai?
- o.O
Doces gentilezas, como abrir a porta do carro ou puxar a
cadeira no restaurante.
Temperos calientes,
como chama-la para dançar ou falar-lhe umas “Saliências” ao pé do ouvido. –
com a prévia autorização, lógico.
Destacar os momentos juntos, por mais estranhos que
possam ter sido, pois como dizia o profeta: quem não tem dinheiro, conta
historia.
Talvez os ingredientes do amor estejam mais acessíveis do
que imaginamos, bastando a nós, simplesmente lançarmos mão desses “poderes de grey’skull”.
E por ultimo, mas não menos importante, um belo sorriso
no rosto... Quem sabe este não seja o elemento X?
Com a resposta, meu avatar!
Obs.: Quanto ao anjo com flechas em forma de coração...
Eu não acredito neste otário... Rsrsrsrs
















