sexta-feira, 30 de março de 2012

Muito Obrigado

Graças a você, meu companheiro de leitura e aventura, chegamos a marca de mais de 200 acessos ao meu primeiro livroblog!
O caso da Leopolda, a primeira parte da aventura de Felisberto, têm sido um sucesso graças a você, que faz parte da geração dos...bom, a minha é a dos príncipes. Qual a sua?
Quem sabe minha história te ajude a descobrir. A história da Leopolda.

segunda-feira, 26 de março de 2012

MEU PRIMEIRO LIVROBLOG

É COM MUITO PRAZER QUE LHES APRESENTO MINHA PRIMEIRA OBRA LITERÁRIA - POR ASSIM DIZER.
HOJE É UM DIA HISTÓRICO PARA ESTE QUE VOS FALA, POIS LANÇO MEU PRIMEIRO LIVROBLOG. TERMO ESTE QUE NEM SEI SE EXISTE, MAS A IDÉIA É A DE UM LIVRO EM FORMATO DIGITAL - BLOG.
ESPERO QUE VOCE QUE JÁ ACOMPANHA O DIÁRIO DE UM HOMEM POSSA ME ACOMPANHAR NESSA NOVA AVENTURA DE AMOR E ÓDIO. O CASO DA LEOPOLDA É A PRIMEIRA PARTE DE UMA DESCOBERTA VALIOSA DA VIDA ADULTA: O AMOR...É UM SACO!
SIGAM - ME OS BONS?
www.livrodofabio.blogspot.com

quarta-feira, 21 de março de 2012

INSTINTOS

Minha mãe está zangada comigo - Na verdade, zangada com minha peculiar mania de cheirar a comida. Diz que estou bem grandinho pra fazer esse tipo de coisa.
A verdade é que não consigo evitar, é mais forte que eu, e com uma explicação plausível. Há algum tempo, participei de um grande acampamento de carnaval com os amigos, e nem preciso dizer que me diverti muito. Na hora do almoço, corremos em direção àquela linda mesa recheada de todo tipo de comida, desde um bom bife, até um cozidão.
No meio de toda aquela comilança, nos foi servida uma linda salada de tomates, que é sempre ótima companhania para o bife. Assim que aproximei a salada da boca, senti um cheiro estranho, fraco, porém presente. Era como se o instinto aranha – lembra do homem aranha?- tomasse conta de mim.
Bom, o fato é que ignorei esse instinto e me arrependi pelas vinte quatro horas seguintes em que desmaiei, tive diarréia, desmaiei de novo, fui pro hospital, suei frio, e fui atendido por uma enfermeira “muy amiga” que fuzilava só com o olhar.
Aprendi, ás duras penas, quão terrível pode ser ignorar os instintos de sobrevivência.
Fico aqui pensando como Deus – eu acredito - nos deu a capacidade automática e inexplicável de nos virarmos e sobrevivermos.
Com um impulso espontâneo, e independente de reflexão, nós conseguimos fazer coisas incríveis. Ignoramos a periculosidade do inimigo e partimos pra cima com tudo.
Quem nunca viajou, com a cara e a coragem, para uma cidade nova e estranha no intuito de um futuro melhor?
Quem nunca encarou um valentão nos tempos de escola, porque a injustiça lhe doía até os ossos?
Quem nunca, em uma pelada com os amigos, sentiu que ao invés de passar a bola, deveria chutar pro gol?
Para mim, o instinto é um presente mal interpretado, uma força que pulsa em nós, um espírito interior que diante do perigo, grita: sobreviva!
Talvez algum dia o instinto entre na lista dos sentidos, tal qual o “sexto”. Ou será que ele é o “sexto”?
Meu instinto diz que sim.


terça-feira, 13 de março de 2012

SOU UMA PESSOA!

Um homem com uma arma apontada para a cabeça de uma jovem mulher. Ela treme e teme por sua vida, afinal o sujeito está nervoso e parece disposto a atirar.
- Por favor não atire! Só tenho vinte e dois anos, tenho três irmãos, sou a filha mais nova. Fui criada em uma fazenda, meu pai planta milho. A minha mãe diz que tenho que estudar mais, se quiser arranjar um bom emprego, porque não devo depender do meu marido, que aliás, ainda não tenho.
Gosto de esportes... Vôlei especialmente, mas de vez em quando paro pra ver futebol.Eu sou irmã de alguém, a filha de alguém,uma pessoa...moço, uma pessoa...Eu sou uma pessoa.
O que te torna especial? Será sua capacidade de resolver cálculos matemáticos? Será sua facilidade em decorar seu ambiente de trabalho? Talvez sua destreza em passar a roupa?
O que torna alguém especial pra mim?
Bom, o sorriso, a voz que pergunta como foi meu dia, o beijo na nuca, o beliscão, a mordida, a piada infame.
Quem é especial pra mim?
A filha de alguém, a írmã de alguém, a sobrinha de alguém. Aquela que sim, erra. Mas se arrepende e pede perdão.
Porquê somos humanos, todos erramos. Você deve ter vacilado muitas vezes, mas posso ver nos seu olhos que é uma boa pessoa. Será que consegue ver nos meus?

segunda-feira, 12 de março de 2012

EU E AS CHIQUITITAS!

Ultimamente tenho estado meio nostálgico. Sabe quando você passa o dia lembrando-se de coisas que viveu há muito tempo? Pois é...
Desta vez foi as chiquititas, uma novela que foi sensação no Brasil lá pelos anos 90.
Era quase sagrado para qualquer criança e adolescente – seu público alvo – assistir o desenrolar da historia de um orfanato repleto de crianças dos mais diferentes tipos de personalidade tentando ser felizes, ser adotado, reencontrarem seus pais, e por tabela viverem grandes aventuras.
Eu tinha o meu preferido, o Mosca! Ele era um cara legal que defendia seus amigos até o fim. Tinha uma personalidade de líder, e até por isso arrancava suspiros de uma colega de orfanato chamada Cris. Mas ele gostava mesmo era de outra “amiguinha”, a Vivi que, diga-se de passagem, era a maior gatinha.
O Mosca tinha uma irmã, que como qualquer adolescente tinha suas crises. Numa dessas ela cantava uma musica – ahhh eles cantavam! High School Music não inventou a roda. Ela dizia que seu único desejo era ser igual a todos, e nada mais. Bem legítimo vindo de uma órfã.
A garota estava cansada de ser diferente por não ter os pais, ou qualquer família além do irmão.
Ser diferente, o anseio que nos atinge todos os dias – pelo menos aos artistas de qualquer estirpe – às vezes pode ser um terrível algoz. Queremos tanto construir uma história sensacionalmente nossa, que às vezes nos sentimos a sós, no alto de uma montanha gelada.
Quantos de nós nascemos com diferenças que nos fazem sofrer de algum modo?
Seja um superávit ou um déficit, ser diferente pode ser algo bem amargo em alguns dias da semana – sábado e domingo.
Quem nunca olhou para o mundo lá fora numa noite estrelada de sábado e quis ser só mais um na multidão de notívagos, sem identidade destacada, sem epígrafes brilhando em neon, que curte a “vibe” sem qualquer peso na consciência.
Mas a verdade aprendida às duras penas me ensinou que no interior da multidão de “livres, leves e soltos” que ferve por ai na madrugada, há gente igualzinha a irmã do Mosca. Gente que sofre por ser depreciada por quem não tem a menor capacidade de avaliar quem quer que seja.
Gente que canta tristezas quando deveria cantar alegrias, e a culpa não é delas, afinal, ninguém é super homem ou super mulher e todos temos nossas baixas.
A irmã do Mosca conseguiu superar suas magoas, e tornou-se um exemplo para todos.
Talvez seja essa a nossa sina: superar obstáculos, quebrar barreiras e tirar o fôlego da platéia que espera por um herói de suas almas mornas. Alma morna... Disso eu quero distância.