São 03 da manhã, e eu, não por falta do que fazer estou acordado e pensando nas idiossincrasias da vida. Deixe-me explicar:
Conheci um cara que estava passando por perrengue digno de novela mexicana: conheceu uma garota especial, linda segundo ele, e com mais um monte de adjetivos que só quem está apaixonado é capaz de enumerar. Até ai tudo bem, porque segundo ele, a moça também tinha afetos por ele, claramente fundamentados em uma noite de amor á luz da lua.
Mas parece que os dias que se seguiram, revelaram a dura realidade dos romances da vida real. A moça tinha uma família que não “ia muito com a cara” de nosso pobre Romeu.
Os motivos para tanta antipatia por parte da família da garota, ainda não se revelaram. Mas foram suficientes para balançar, de forma negativa, o romance dos dois.
A garota, que parecia decidida a entregar seu coração ao meu nobre camarada, voltou atrás e disse já não ter mais tanta certeza, haja vista que sua família reprovara sua escolha.
E meu amigo, como já era de se esperar, estava arrasado. Porque se existe algo que põe um homem pra baixo é a idéia de que foi descartado. Pra nós homens, ser descartado, em qualquer situação, tem um significado mais profundo.
È como se nos dissessem que não somos capazes de sermos homens. E se existe algo que qualquer homem valoriza são suas bolas.
Segundo meu amigo, saber que sua garota estava pondo em suspense o relacionamento dos dois por um palpite familiar, ainda que familiar, soava como algo do tipo: E se meus pais estiverem certos? E se ele não for capaz de me fazer feliz ou suprir-me nas coisas mais básicas? Acho que não vai dar conta... Eu sentia que, enquanto ele me contava sua tragédia, era como se uma faca transpassasse seu peito lhe trazendo de volta do mundo encantado do amor, á realidade cruel e fria, onde o estereótipo de um homem acaba valendo mais que a sinceridade de seus sonhos; que como qualquer sonho, cozinha-se em banho-maria.
Agora já são quase 06 da manhã. O céu antes escuro, agora começa a ganhar tons de amarelo e azul. Lembro-me de meu amigo e sua história e penso que, agora á pouco, esse mesmo céu que agora parece sorrir diante da presença do “Astro-Rei”, estava tão negro que trazia medo alma dos inexperientes. E que esse mesmo céu que agora já trás em si, um lampejo de esperança, daqui á algumas horas estará brilhando á pino, nos lembrando que nunca houve noite, por mais escura que e tenebrosa que fosse que pudesse impedir o nascer do sol.
Por isso lhe digo, meu nobre amigo, não desista de seus sonhos, porque eles denotam a grandiosidade do seu futuro.
Um futuro onde todas as “estrelinhas” que se acham durante a noite, desaparecem diante da grandiosidade e força que seu brilho produz. Pois ao contrário delas, meu amigo, você é o único que aquece essa terra e os corações.
Fábio Geração



Perfeito!!
ResponderExcluirJá falei que as grandes revistas estao perdendo um grande escritor e colunista..mas o livro promeete!
Bjs
Concordo plenamente com Aline Morgana.
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