quinta-feira, 19 de abril de 2012

7- A SÍNDROME DO PUDIM

Nunca poderei esquecer os áureos anos do ensino médio. Passava mais tempo na escola do que em qualquer lugar.
Foi no primeiro ano, que pela primeira vez, descobri o que era ser descolado. No segundo ano tive meu primeiro amor de escola, e finalmente, no terceiro ano, fiz a mais intrigante descoberta da psicologia masculina, A síndrome do pudim. Deixe me explicar:
No terceiro ano eu estudava a noite, e como qualquer notívago, chegava em casa morrendo de fome; quer dizer, nem sempre.
As vezes comia na rua com os amigos,mas por mais que estivesse de barriga cheia, não resistia a dar uma olhada na geladeira. E de vez em quando, numa dessas,  eu descobria uma novidade, tal qual bolo, soverte, ou o melhor de todos, pudim.
Você gosta de pudim? Eu particularmente adoro; pense em uma guloseima de Deus. Doce como beijo apaixonado derrete na boca como bolo de avó, é um pedaço do banquete do céu.
Se eu chegasse da escola e encontrasse pudim, mesmo que estivesse sem fome, eu tirava uma casquinha, de preferência com o dedo, pra lembrar a velha infância... Eu era o melhor do mundo em cutucar  pudim na geladeira.
Eis a cena que retrata bem o que se passa na cabeça masculina:
Por mais que estejamos relativamente satisfeitos com nosso estado civil, dar de cara com um "pudim" dando bobeira, desperta em nos, homens, um instinto encoberto por varias camadas de papo furado e coisas que na pratica não funcionam, como segurar a onda, se controlar, forca de vontade...
Jesus disse uma frase memorável: o espírito esta pronto, mas a carne é fraca.
E é bem por ai mesmo, por mais que estejamos vivendo uma "vida com Deus", e a maior roubada achar que somos vacinados, e portanto invulneráveis aos  males do dia-dia. Diante dos assédios que o mundo nos faz, a saída seria o exemplo de Jose, que diante de uma "ousadia" da mulher do seu patrão, correu! Pena que só pus isso em pratica tarde de mais.
Quando percebi que aquele "pudim" chamado Leopolda estava... Disponível, deixei que os instintos masculinos me dominassem, eu cutuquei o pudim.

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