terça-feira, 24 de abril de 2012

11 - ENFIM... SÓ!

Era uma noite como todas as outras. As estrelas cintilavam no céu com tons de prata, mas a ausência da lua denunciava o fim de uma "era". Cheguei à casa de Leopolda por volta das 20 horas. Armado de determinação e coragem, disse a que tinha vindo...terminar o nosso lance, que era lindo e tal, mas que era injusto com ela, já que tínhamos que manter sigilo.
E cada palavra que dizia, sentia me como se socassem meu estomago.  Na minha cabeça, uma idéia martelava descontroladamente: você esta plantando.
Mas plantando o que? Indecisão ou honestidade? Prazer ou agonia? as repostas, o futuro faria a favor de trazer.
Àquela noite fui embora certo de que havia causado dor a alguém que acreditou que "pisava em terreno solido" comigo.
Fui embora com a culpa de ter, de repente, causado um trauma profundo no coração de alguém, que pra todos os efeitos, eu gostava.
Fui embora com a leveza de alguém que, ao custo de uma dor terrível, tinha uma segunda chance...de aprender que amar nos requer por inteiro.

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