quarta-feira, 25 de abril de 2012

12 - PRA ONDE FOI MINHA MORAL?

Terminar um namoro, da maneira que fiz, não é um bicho de sete cabeças, mas também não é moleza. Acreditem, toda a culpa que caiu sobre mim não se compara, nem de longe, ao efeito devastador de dar "um fora" em alguém. Ainda mais se este alguém for do gênero feminino.
Não quero criar polemicas sobre diferenças obvias entre homens e mulheres ou a maneira que cada um lida com seus traumas sentimentais, mas eis o que aconteceu comigo:
Depois de terminar com Leopolda, vivi alguns dias de intensa "inocência". Eu definitivamente achava que o pior já havia passado. Foi então que descobri que entre outras mulheres, minha fama estava estabelecida: CAFAJESTE!
Eu, que sempre sonhei em ser um cavalheiro, um homem discreto, um príncipe, estava agora jogado no balaio dos canastrões.
A versão de Leopolda para o nosso romance, havia ganhado a audiência de um capitulo final de novela, e eu era o vilão.
E isso entre minhas amigas... Imagina as que não eram?
Bem que Jesus falou que não havia nada escondido que não fosse revelado, e essa experiência cruel e ardida, no mínimo, me deixou esperto o suficiente pra perceber que quando o amor não é forte como a morte...
(... O amor é tão poderoso como a morte; e a paixão é tão forte como a sepultura.)
Cantares de Salomão 8:6


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