Sabe um daqueles dias em que ao final você pára e pensa: hum... Pode ser... Foi exatamente assim que o dia "D" terminou.Dia "D" por que como você pode imaginar, foi o dia em que nos conhecemos - ela e eu.
O dia em si não teve nada de marcante, como chuva ou brisa fresca-pelo menos que me lembre - mas a noite prometia ser o prefácio de minha ilíada.
Haviam planejado uma festa, afinal era dezembro e provavelmente a última chance da galera reunir-se antes das tradicionais viagens de fim de ano.
Iríamos "virar" o ano juntos... Dançando... Cantando... E contando piadas sem picardia alguma.
Éramos uma galera grande, mais de cem pessoas com certeza, e até por isso, impossível de sermos todos amigos íntimos.
Como qualquer grande grupo, as pessoas iam e viam - mas o saldo sempre era positivo - e numa dessas levas de "novos membros" ela apareceu.
A princípio, era só mais uma fulaninha no meio de tantas outras, mas o tempo provou que estava errado a seu respeito.
Sorriso bonito, olhos arqueados, e cabelo azul...literalmente o sonho de uma noite de verão...confesso que só atentei para esses detalhes no fim da festa.
Depois de dançar uma infinidade de músicas, que iam do rock ao axé, cansei e fui tomar uma água.
Ela se aproximou e disse: Posso me sentar ao seu lado?
- sim, fica à vontade.
- eu não me lembro de você. Qual seu nome?
- Leopolda, e o seu?
-Felisberto.
Tá, o nome dela não era Leopolda, mas só um nome como esse poderia refletir sua singularidade.
Conversamos todas as "abobrinhas" dignas de um primeiro encontro, e no final da noite ponderei: hum... Pode ser...



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